terça-feira, 19 de maio de 2009

-- Lógica Capitalista --




E para intertextualizar esse absurdo, um fragmento do texto: "Um Mundo de Paradoxos", Folha de São Paulo, 10 de março de 2000


Severo Gomes era ministro da Indústria e Comércio e recebeu um relatório de um grande laboratório internacional, destinado a seus acionistas, justificando os seus lucros baixos naquele ano: "O inverno foi muito fraco e, com o tempo bom, não tivemos a incidência de pneumonia nem complicações respiratórias. Os casos de gripe foram muito aquém de nossas previsões e os gastos com anúncios sobre nossos produtos, excessivos. Assim, pedimos a compreensão dos nossos acionistas para os baixos lucros, que não foram decorrentes da falta de esforço de nossos executivos". E continuava: "Contudo, as perspectivas de melhoria são excelentes. Todas as previsões meteorológicas indicam que vamos ter um rigoroso inverno, com novos vírus gripais, não sendo descartada a hipótese de incidência de epidemias. Assim, o volume de consumo dos nossos medicamentos vai ser muito grande e explosivo, compensando o fraco desempenho deste ano". Severo deu-me conhecimento do relatório e uma boa risada, advertindo que essa é a lógica capitalista".


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Mansão: R$ 498732487,00
Iate: R$ 8274823987,00
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Ferrari R$ 100987,00

Vida: Não se compra!

Será mesmo?

Isso me faz lembrar daquela piadinha..."Fulano foi ao inventor da vacina contra a varíola, mas a doença não existia. Então ele inventou a varíola e ficou milionário".

rsrsrsrrsrs (NÃO TEM GRAÇA!)

Pra mim a cura da AIDS já foi encontrada há muito tempo, mas imagine como ficariam os empresários que comercializam os coquitéis? Tadinhos!

O capitalismo é o sistema, produtor de mercadorias, reproduzindo-se no mercado. Marx, diz que somos dependentes da mercadoria, e não o contrário. Ou seja, o ser humano se tornou uma consequência da produção de mercadorias, isso quando Marx escreveu " O Capital "(1867).

As coisas "evoluíram" tanto que hoje somos as próprias mercadorias. Somos objetos de alienação midiática, para a propagação da potência do comercial, creio que a mídia, seja ela qual for, é a maior vilã de abuso
de referências para o consumo - consuma-se...consumem-se...consumo-te -


Fica a sensação de um terrível abuso, e a doce frase: " Há males que vem para o bem!"

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Carta de Repúdio

Eunápolis, 25 de março de 2009


Aos Srs. Cidadãos Eunapolitanos


Eu sinto a carne tremer, o forte cheiro de ódio, sinto dor nos meus ossos, paralisia constante. Onde eu estou agora? Estou num ponto de ônibus na linda cidade de Eunápolis. Dependo completamente da bondade burguesa dos ônibus da empresa Eunapolitana. Chego a ficar horas esperando alguma linha para que eu possa chegar até o meu destino, e não tenho sangue de barata!

Repudio qualquer falta de respeito com o consumidor, quanto mais a um consumidor de muitos anos, que paga caro para usufruir dos mínimos serviços que oferecem. A condição mecânica dos veículos é gritante até mesmo para quem não entende do assunto. A boa aparência e o conforto não existem, sem contar da imprudência de alguns motoristas.

Como se já não fosse um absurdo, tenho que desfrutar do mau-humor dos cobradores, que em vez de apaziguar toda uma situação desconfortável, agem como ditadores. Não é exagero não, e muito menos sensacionalismo, isso se chama descontentamento. Cheguei a perder compromissos impreteríveis, que me causaram sérios danos, e não houve quem me remunerasse.

No fim do ano, houve um aumento de 25% da tarifa, um absurdo, pois não teve nenhuma mudança significativa para tal modificação; as linhas, os horários e o tec-tec dos ônibus continuaram os mesmos. Mas para a minha surpresa, fui informada que a empresa acabara de ser vendida para o atual prefeito da cidade, que por grande coincidência já está com seu mandato ao fim.

A sensação que tenho é que estou vivendo em pleno século XXI em uma sociedade Absolutista, onde o poder está concentrado na mão de um só – quando na verdade são vários –,tomado pelo monopólio comercial e sua “bondosa” burguesia. Estou só nessa viagem?


Atenciosamente,



Camila Prtz Simões

Tirinhaas





No princípio era o verbo, mas agora...

Eu gosto de verbar, diz o Calvin
Tu gosta de verbardes? Que isso Maria?
Ele gosta de verbar
Nós num sabe verbar...
Vós sabeis verbar?
Só o Antônio e o Calvin sabem!
...Com o tempo conseguiremos tornar o Brasil um país "preconceituar"

Milla Prtzt

Carta aos Professores do IF-BA

Eunápolis, 25 de março de 2009



Aos Srs. Professores do IF-BA Campus Eunápolis

Se (você é daquele tipo de professor que não aceita opinião de ninguém e não gosta de ser questionado) então
Escreval(“Nem leia essa carta”)
Senão
Escreval(“Obrigada pelo carinho”)
-
-
-
-
Fim_se

Já perdi a conta de quantos brincos eu já tive, já perdi celular, já esqueci a compra no supermercado logo depois de ter pagado, já esqueci até a data do meu próprio aniversário. Mas o que não deu pra esquecer mesmo, por mais que eu quisesse, foram os meus professores. Ê povinho difícil viu? Eu lembro da tia Marinalva do Jardim 1, isso para uma memória afetada como a minha é muita coisa.

Professores, vocês não fazem idéia de como conseguem marcar a nossa vida em tão pouco tempo. Vocês são como componentes de uma família, querem ver?

Existem professores irmãos, que são aqueles que estão sempre do nosso lado, te enche a paciência, te chama de psicopata, infeliz, seqüela, mas no fundo você sabe que “aquilo” não passa de um ser tentado pelo espírito do coisa lá...(risos)
Existem os professores pais, aqueles que dizem te amar, porém você custa a entender aquela forma de amor, que parece muito mais carrasco.
Existe também o gênero dos avós, composto por aquele tipo de professor que mima o aluno em tudo, ele passa um trabalho pro dia 29 de fevereiro, e se o aluno esquece... ele deixa entregar no dia 31 de fevereiro, por exemplo! Mas dentro desse gênero há uma espécie bem diferente, que são os bisavos, estes são tradicionais até a alma, e se o uso da palmatória não tivesse sido extinguido usariam até hoje.
Existem os professores filhos, “Filhos de uma P...” são mal humorados, infelizes no que fazem, trabalham sem amor, e pro azar dos coitados alunos, não sabem ensinar!
Mas até hoje eu só conheci um professor “Neto”, que professor incrível, nunca vi ninguém amar tanto o que faz como ele, é uma coisa violenta filho, parece que ele pega o estilete abre o seu cérebro e enche de números e letrinhas chamadas de álgebra com muita clareza!

Se você é do tipo rigoroso com as regras textuais, deve estar se contorcendo ao ler essa carta. Afinal, como pode uma pessoa cursando esse nível escolar, escrever um texto assim? Saiba que eu pesquisei e o professor lá disse que a carta é um texto livre, que só vai exigir um procedimento formal a depender do destinatário. Mas mesmo assim, você continua a se contorcer reclamando: E esse primeiro parágrafo aí? Se é que eu posso chamar isso de parágrafo! Eu te respondo: - Se Paulo Leminski pode, por que eu não posso? E nem venha com essa idéia de licença poética, você sabe se eu não sou uma poetiza? Quanto ao meu primeiro parágrafo, que coisa mais linda, nele faço uma homenagem ao professor que me ensina lógica de programação através de um algortimo.

Professores e Professoras, a sua profissão é base para a formação de qualquer sociedade. Pois o professor é um educador, isso vai muito além do que entrar em uma sala de aula e encher o quadro com letras, números e mapas que parecem mais amebas.

Sintam-se vitoriosos. Pois num país como nosso, em que a educação é priorizada e paradoxalmente a forte evidência do descaso, a desvalorização do educador, encontramos professores que amam o que fazem, e compartilham o conhecimento em prol do desenvolvimento.

Sinto-me obrigada a agradecer pelos benefícios que a sua profissão proporciona a minha pessoa e à sociedade como um todo.

Atenciosamente,



Camila Hannah Sampaio Prtz Simões

quarta-feira, 11 de março de 2009

Romantismo

O romantismo de Fagner


Escrito por Fagner, artista que compõe o grupo da Música Popular Brasileira, escreveu o texto “Borbulhas de amor”, que é um texto que expressa puro romantismo e sentimentalismo.
O subjetivismo explícito na colocação dos verbos em primeira pessoa nos traz características marcantes do Romantismo, que surgiu na Europa no século XVIII que perdurou por grande parte do século seguinte.

Para compor as características literárias, encontramos a idealização, com idéias utópicas, exageros e uma imaginação bem empolgada. Vemos fortemente no texto também, a natureza interagindo com o eu – lírico,e para temperar o texto com todo o romantismo, é possível perceber leves traços de Byronismo, que de forma subliminar expressam certo pessimismo e apologia ao sexo. É simplesmente um texto incrível, romântico e romantista.

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Borbulhas de Amor

Tenho um coração
Dividido entre a esperança
E a razão
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera...

Esse coração
Não consegue se conter
Ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura...

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Prá te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti...

Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti...

Canta coração
Que esta alma necessita
De ilusão
Sonha coração
Não te enchas de amargura...

Uma noite
Para unir-nos até o fim
Cara-cara, beijo a beijo
E viver
Para sempre dentro de ti...

Linguagem

Adélia Prado uma grande linguaruda!


Adélia Prado é uma escritora contemporânea que de um modo fantástico, tece a arte literária com teologia. Talvez você esteja se perguntando: - Ela faz poesia religiosa? Não! Para Adélia a poesia que é religiosa, sagrada, independente de crença alguma.

“Dado que a existência espiritual do homem é a própria língua, o homem não pode comunicar-se através dela senão nela”

A linguagem é um documento humano profundo, e através da palavra, seja ela escrita ou falada, é possível dar fixação às coisas – vida, morte, crenças, amores, fantasias –.
A nossa Adélia acredita que a linguagem tem como matéria a textualidade divina do quotidiano.

Um dos poemas dela que podemos sentir essas características de forma explícita, é: Antes do Nome.
O próprio título já nos propõe inquietações quanto à linguagem, a escrita e a concretização do “comum” através das palavras.



Antes do Nome

Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
os sítios escuros onde nasce o "de", o, ”aliás,"
o "o", o "porém" e o "que", esta incompreensível
muleta que me apóia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,
foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infreqüentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.

(Adélia Prado)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

- O caderno -



No canto de um velho e sombrio caderno de rascunho

O tempo e suas crises nostálgicas, cheio de amnésias sentimentais.
Quando me vejo fortalecida por influências utópicas, conscientes de riscos e razões.
Já não há mais ritmo nem sentido, é como se um velho caderno de rascunho, me torturasse até o último sentido.
Tenho medo que o tempo que passou, não tenha passado pra você.
Nesse tempo de crises nostálgicas, tenho em minhas mãos rascunhos velhos e sinceros de uma paixão, que como um rum barato alimenta essa dor salgada de praia e luar.
É um caderno meandroso, confuso de idéias e sentimentos. Poemas sombrios, notas e preços, um velho amor, um novo amor, nenhum amor... Um diário? Talvez.
Desenhos marcantes, artes, recados e rasuras. Um tormento!
Mas ainda nesse caderno, encontrei em um cantinho meio apagado algo que me fez acordar.
A solução para o fim dessa história. Qual?
Lá vai!
Em 26 de Novembro de 2008, escrevi o “ Poema T ” sobre Isabel e O- Mar. Que se evolui basicamente assim:

Isabel e O -Mar
Era uma tarde de Domingo, e Isabel havia saído para ver o mar
O mar é aquele que sem medo ou dó, engoliu Isabel como uma tempestade
Na areia do mar, ela conheceu a história da vida
Nas profundezas, compreendeu o que foi Adão e Eva

A voz de Isabel ensurdecia os peixes que passavam por perto e contemplavam aquela cena!
Sem querer, a velocidade e a força do mar começaram a aumentar,
Deixando Isabel completamente louca
Minutos depois aquela jorrada,
E lá estava, Isabel deitada na areia da praia...
Olhando o mar na espera de uma nova tempestade.
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No canto daquele sombrio caderno, havia palavras gritantes:

Acorda, é hora de ir. Já esgotou o tempo! Tenho que partir.
O sol daqui a pouco vai nascer, e como um louco voltarei com ele a cada amanhecer.
Nas noites de luar, será impossível esquecer o brilho do seu olhar.
Tão poucas mil e uma Mila, e uma história de uma tempestade de verão molhando Isabel (...)

O porquê das reticências no final? Não sei. Espero que ele tenha um bom motivo pra isso!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sem palavras

Último Blues

Essa menina que você seduz
E um dia depois
Sem mais nem mais, esquece
Ela, no fundo, é uma atriz
Quando beija a sua boca
E nada acontece

Essa menina que você seduz
Agora é uma atriz
Saída de outra peça
Chamada "Doces Ardis..."
Quando beija a sua boca
Ela começa a fraquejar
Por onde anda a sua mão
Você só quer se aproveitar
E ela delira
Rodopiando no salão
Os dois parecem um casal
Mas é mentira

Essa menina pode ir pro Japão
Na vida real
Você é quem enlouquece
Apaga a última luz
E nos cantos do seu quarto
A figura dela fosforesce
Ao som do último blues
Na Rádio Cabeça
Se puder esqueça
A menina que você seduz

Chico Buarque de Hollanda

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

. Essa é pra você .

Delírios de uma noite de domingo


Passo o dia pensando como está você.
Se dormiu bem na noite passada;
Se está usando filtro solar;
Com quem você está;
Se secou mais uma garrafa de rum.
Enfim, não paro de pensar em você.
Entre músicas e versos que busco para amenizar essa saudade, há uma enorme variedade de frases que insistem em me fazer chorar.
São palavras gritantes que me contrariam ao dizer que “O verdadeiro sentimento é o que está dentro, não importa a distância”. Que equívoco, a distância importa sim!
As frases tentam calar aquelas noites estreladas, em que astros hiperativos dançavam a cintilar todo céu de purpurina.
Já o mar quase passivo, um tanto medonho, simbolizava a intensidade e imensidão daqueles momentos.
Uma fogueira à beira-mar, queimava as expectativas de qualquer energia ruim que ousasse nos atingir, pois dentro dela ardia um novo e puro e sentimento.
Nas ruas pela madrugada fria, brisávamos blues e reggaes que ecoavam como sinos assanhados em plena cerimônia matrimonial.
Quero que pare essa música agora!
Cale atabaques, violões, sanfonas e rabecões. Façam silêncio! Eu preciso escutar o grito melancólico da gaita. Chora!
Chora meu peito, chora minha alma, quando lembro de ti acolhido em meus braços ou deitado sobre minhas pernas, enquanto essas mãos que agora escreve acariciavam os seus finos cabelos.
Chora gaita, essa tristeza que me faz feliz em saber que sou por ti.
São brutas músicas que quebram o compasso de um sentimento que se banhou em luares minguantes e cheios.
Cala-te, não cante besteiras!
Cala-te porque eu preciso dele aqui. Aqui tão perto, aqui tão sólido, aqui tão vulnerável, sereno e intenso.
Eu preciso daquele turbilhão de carinho, respeito e caráter, aquela essência, aquele furacão. Eu preciso!
Pedi então pra Jah te transformar em pó como a purpurina lá do céu.
Pra que?
Pra que você coubesse inteirinho dentro do meu estreito e complicado peito, assim não sobraria nenhum vestígio seu fora de mim, mas não basta! Eu preciso ter você bem mais que dentro.


Milla Prtz

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ê saudadee viiu?

Cuidado ela morde!

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Dói pisar num caco de vidro Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia está trabalhando numa praia e ela em outra, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se a noite.

Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba
Não saber se ela ainda usa aquelas penas no cabelo
Não saber se ele está usando o protetor solar pra trabalhar

Se aprendeu a entrar na Internet.
Se ela deixou de ter medo de inseto,
Se ele continua indo ao luau
Se ela continua preferindo água com gás;
Se ele continua dançando com aquele sorriso no rosto;
Se ela continua fritando daquele jeitinho
Se ele continua tocando gaita intensamente;
Se ele continua amando;
Se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música (várias músicas);
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo, e o que você
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

Miguel Falabella
Adaptação: Milla Prtz

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Poema " T "

Isabel e O -Mar

Era uma tarde de Domingo, e Isabel havia saído para ver o mar
O mar é aquele que sem medo ou dó, engoliu Isabel como uma tempestade
Na areia do mar, ela conheceu a história da vida
Nas profundezas, compreendeu o que foi Adão e Eva

A voz de Isabel ensurdecia os peixes que passavam por perto e contemplavam aquela cena!
Sem querer, a velocidade e a força do mar começou a aumentar,
Deixando Isabel completamente louca
Minutos depois aquela jorrada,
E lá estava, Isabel deitada na areia da praia...
Olhando o mar na espera de uma nova tempestade.


By: Milla Prtz

domingo, 2 de novembro de 2008

Crônica do amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.





Arnaldo Jabor

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Memorial CEFET

Certidão de Nascimento


Vi crescer ao decorrer dos anos uma Camila, que não é Hanna nem Sampaio, nem Prates, muito menos Simões. Papai e mamãe nunca me incentivaram a ler, então eu não pensava. Logo, eu não existia. Existia, está no pretérito, não é perfeito? A tia do ABC me ensinou. Hoje insisto que existo! E se existo não foi através da perfeição do pretérito nem a análise da mórfo. Foi por não ter deixado mofar meu amor na prateleira, que encontrei a razão do existir.

Me disseram que os meus primeiros passos foram dados quando eu tinha apenas 9 meses de idade, que equívoco! O primeiro passo foi quando conheci o Pequeno Príncipe, ele me levou a lugares que nunca imaginei alcançar. O próximo passo foi na Direção do Oriente, onde o sol batia todo dia na janela do quarto de Soraya, uma jovem judia que vivia na Iugoslávia. No terceiro passo encontrei Poliana eu a vi menina e moça, e fui andando sem pensar em voltar e sem lembrar do que me aconteceu, ouvia sempre a Rita Lee a cantar e foi assim que a Camila cresceu.

E ela andou, andou, andou... E quando chegou lá diante, encontrou O Grande. Ele parecia faminto e sedento, como um leão em busca da presa. O Leão lutou comigo para expulsar Alien, o predador, que um dia duvidou que a fé menina, pudesse ocupar o seu lugar na sociedade, e para provar isso aqui estou. Há quem diga que as analogias são inúteis. E na cara mais dura pergunto: O Alien andou te comendo?

Se o Alien comeu eu não sei, mas com o passar do tempo, quem andou me comendo foi o tempo, comendo frio, ainda por cima. Serei sempre grata ao tempo, através dele aprendi o verdadeiro brilho do espelho, provei das doces jabuticabas, aprendi que com o tempo eu aprendo que tudo que eu sei pode morrer, numa transversal do tempo. Tempo, tempo, tempo.

Assustei-me quando vi aquela legião de gente urbana, chorar de fome, gritar por igualdade e clamar por justiça. O sujeito não era passivo, sempre ativo. Ferréz em nome da Legião Redondo, montava o manual prático do ódio em busca do amor. E eu que não sou objeto, direto estava nas bricolagens, nas abordagens, nas discussões entre as melhores amizades.

O que os meus olhos viam, meu coração sentia, a cabeça sacudia e boca gritava!A boca, poderia estar de Rouge e meu Pai aí ó, só a reclamar, porque segundo Javé, quem usa Rouge na boca acaba indo pro vale, onde quem vai julgar não tem nada a ver com Nuremberg. Afinal a vida lá não passa de 7 minutos.

Tudo estava tranqüilo até que o Incidente aconteceu, e não foi em Antares não, foi na pacata e violenta cidade de Eunápolis. Que aprendi usar o paradoxo, que antes a Íntese só tinha uma META. Fora procurar a Lingüística, mas não deu a nímia. Assim com o decorrer do tempo, vi no espelho uma Camila Drummond Quintana Ferréz Paiva Fonseca Prado Lispector Veríssimo Meireles Fernandes Pessoa da Silva.

Análise de Capas



Abra o olho cidadão!

A busca pela imparcialidade na mídia, é uma utopia. Não há meios de comunicação que não expressem nenhum ponto de vista sobre os fatos, sendo apenas observadora e publicando as informações com absoluta objetividade. A maneira que a informação é transmitida, o tipo de publicação (capa, manchete, oradores, figuras, etc.) e a escolha da matéria, são critérios que provam a não neutralidade da mídia.

O cidadão compra todo dia na banca o seu jornal diário e o lê. Porém, prefere acreditar no que o livreto está redigindo do que pesar as informações e criar sua própria opinião. O resultado dessa atitude é uma sociedade alienada, presa aos interesses de quem redigiu a informação, cegando o olhar crítico do indivíduo.

A revista VEJA edição 2075, traz em sua capa a imagem do líder comunista chinês Mao Tse-Tung. A revista em sua imparcialidade política sempre mostrou aversão às práticas esquerdistas, fazendo em seus artigos críticas negativas ao comunismo.

É chocante ver o vermelho-sangue preencher a capa da edição do mês das olimpíadas de Pequim, com a face do comunista cortada ao meio. Seus miúdos olhos orientais estão sendo arregalados por um palito de fósforo, acompanhado de uma frase escrita com letras garrafais grandes: “ ABERTURA MADE IN CHINA” – Abertura feita na China –

Com o olhar livre das grades alienistas, vestindo a característica humana de pensar, questionar e criticar, podemos enxergar o trabalho ideológico da imagem da capa.

A cor vermelha é o grande símbolo do comunismo que por sua vez, luta a favor de uma sociedade sem classes, baseada na propriedade comum dos meios de produção. Podemos intertextualizar, “Abertura Made in China” pode remeter a três ou mais idéias: Abertura dos olhos do comunista quanto o modo de política no país, abertura da economia pirata da China ou até mesmo a abertura dos jogos olímpicos.

O palito de fósforo não está à toa na imagem, poderia ter sido colocado qualquer outra coisa no lugar, há que se pensar no fogo, matéria tão cobiçada pelo mundo capitalista que contradiz as práticas comunistas.

E para o desfecho da capa, uma outra frase: “ A vida em um país aonde a liberdade chegou à economia mas só Deus sabe se chegará à política. ” Então quer dizer que a política Chinesa esquerdista não é considerada política? Sendo assim, torna o nacionalismo como política absoluta. Fica comprovada a imparcialidade e a manipulação de idéias, tão bem esquematizadas pela mídia. Afinal de contas, os olhos enxergam o que a mente quer enxergar.

0800

0800

Sei que ainda é cedo, mas não é pra retardar o passo, quando nasci veio um anjo safado um chato de querubim e disse que em minha trajetória eu ia quebrar muito a cara, mas o passo eu não poderia retardar pois já era retardada. Como assim anjo insano? Retardado é... Antes que eu completasse a frase ele me explicou: Você está em um lugar onde as pessoas querem te cegar e te tardar, mas quem cedo ladra nunca tarda, por isso vim aqui te avisar!

Eram cinco da manhã de segunda-feira, Camila acorda! Primeiro dia de aula e você quer perder? Já não basta ter perdido de ano? Depois de uma dessa, se eu conseguisse dormir de novo era pesadelo na certa. Mas quem disse que eu perdia o humor? Achava em tudo uma graça, mas no final tudo custou muito caro!

A comédia tava boa não é? Mas chegou a hora de levar a sério. Sempre vi a escola como fonte de educação para o aluno. Mas qual educação? São tantas! Só de pirraça, desde aquele primeiro dia de aula eu nunca me atrasei, nem se quer um cochilo, nem pra piscar eu parei. Mas pra quê parar? Pra desobedecer ao anjo? Lá ele!

A Elisa Lucinda me disse que não devemos falar mal da rotina, e não é que ela tem razão? Essa rotina de não piscar, não respirar, como no anfiteatro me fez bem, me faz muito bem. É fácil e prático, basta deixar a mente ocupar sua posição de animal humano e pensar, pesar, questionar e agir. Ou seja, ler.

Ler o céu, o mar, os amigos, a boca, as viagens. Ler Pessoa, nem que seja nas Quintanas ou no oportuno Prado que é Veríssimo. Ler imagem e som mesmo que isso custe o tempo. Tempo Hiroshima, tempo Nagasaki ou tempo Auschwitz. O tempo da graça alheia aprendeu o limite.

Surgiu então o tempo do cultivo dos saberes e da construção da fantástica fábrica de textos. E nessa terra regar as amizades, podando as pragas que em meio à beleza do seu desenvolvimento insistem em te danificar. Satisfação, compromisso e responsabilidade nas atividades do Pomar Portuguesa, pois sei que vou colher os melhores frutos que alguém pode cultivar.

O INDIVIDUALISMO EM PROL DE TODOS

O INDIVIDUALISMO EM PROL DE TODOS

Camila Prtz ¹


Vivemos na era da tecnologia e informação, em que o avanço tecnológico está cada vez mais rápido e complexo de acordo com as “necessidades” de cada dia. O transporte e a comunicação com qualidade, comodidade e velocidade, já não é mais complicado. Apesar de inegáveis avanços, o meio ambiente é diretamente afetado devido a essa evolução. Pesquisadores do clima mundial afirmam que a queima de combustíveis fósseis e a emissão de ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono formam uma camada de poluentes, estes gases absorvem grande parte da radiação infravermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor − a essa ação denominamos efeito-estufa, que efetua uma brusca mudança climática, com secas, aumento no nível do mar, erosões, entre outros.

“O meio ambiente proporciona aos seres vivos, condições fundamentais para sobreviver.”

É preciso ar puro, solos férteis, clima apropriado e água potável. Não há avanço sem uma estabilidade ambiental. O comportamento compulsivo do ser humano na busca de produzir, criar e inovar implica na necessidade de explorar água, eletricidade, solos e matérias-primas. No entanto, muitas pessoas não conseguem compreender isso, agem de maneira ignorante e egoísta, praticando suas atividades socioeconômicas. Essas atividades desencadeiam um terrível desequilíbrio ambiental.

Até então, estamos falando de todo território mundial, mas se dirigirmos o nosso olhar exclusivamente para o Brasil, percebemos a presença de uma enorme biodiversidade − matas, florestas e abundante hidrografia. O Brasil é o único lugar do planeta que possui áreas nativas contínuas, que são o Pantanal e a Amazônia. Apesar de ter toda essa riqueza, o desmatamento para exploração de matéria-prima, visa o benefício imediato que isso pode trazer, ao invés de pensar sobre as conseqüências futuras que isso pode desencadear. Ao desmatar, é discriminada toda importância que essas matas possuem sobre a existência do seres vivos. Elas são capazes de regular o clima, abrigar biodiversidade, armazenar gás carbônico e diminuir o efeito estufa, protegem os solos, evitando assim o assoreamento dos rios e inundações, além de constituir habitat para os seres que possuem vida.

Segundo o IPCC ( Painel intergovernamental de mudanças climáticas), até 2080 de 10% a 25% da Floresta Amazônica poderá desaparecer, devido o aumento da temperatura. Cinqüenta por cento das florestas do planeta já foram consumidas, cerca de 38 mil hectares de florestas nativas são destruídas por dia. Felizmente, existem órgãos que cuidam da conscientização e educação ambiental, há também órgãos que amparam, previnem e punem as atividades relacionadas ao desequilíbrio ambiental. Essas instituições podem ser tanto não governamentais quanto do governo. Em nossa sociedade brasileira, a legislação de 1988 demonstrou esta preocupação com o meio ambiente no art. 225 da Constituição Federal, impondo ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Portanto, é nítida a enorme dependência de uma base ecológica para os seres vivos, não podemos agir como se fôssemos à última geração aqui na terra. O individualismo humano em busca de interesses medíocres levou a uma crise ambiental que ameaça a todos, deixando de ser uma confusão interior de cada pessoa. Ou seja, para corrigir esse desequilíbrio a ação tem que partir de cada um, individualmente. Dessa maneira os seres humanos poderão repensar e recriar novos valores. Como diria o grande pensador Dalai Lama: “ Se não podemos modificar o nosso comportamento, como esperar que os outros o façam? ”

sábado, 13 de setembro de 2008

Recortes de uma carta feita pelo Ferréz para o seu Pai

“ Às vezes acho tudo muito confuso, afinal, neste mesmo país temos joalherias sendo inauguradas com fila pra entrar, com jóias que custam até 800.000 reais. Temos casas com cercas eletrificadas, festa pra cachorro e todo tipo de manifestação desse tal capitalismo.
Eu estou longe de ser algum tipo de exemplo, como o senhor falou da última vez que nos vimos, afinal, o verdadeiro exemplo que o sistema planta está de note book na mão sentado no avião, fazendo planos pra ler o resultado do próximo painel de votação do Congresso.
Sempre penso nisso, Pai, sempre penso que quando esse político desliga o note book ele relaxa, toma wíski, e não tem nenhum arrependimento, afinal pra ele Deus é um empresário, o diabo é um ex-sócio fracassado, e os anjos representantes comerciais.”

Como nós seres pensantes e questionadores, nos posicionamos perante um comentário como esse?

Até então eu estava ACOMODADA, sempre soube que a corrupção e a desigualdade existem.No momento me sinto INCOMODADA!

Como pode um país cheio de potencial como o nosso cultuar uma situação periclitante como essa?

Quer dizer então que para ser aceito “ser humano” é preciso ter luxo, palácios, roupas de marca...Não tendo nada disso caímos na condição de submundo, OTNI(Objeto Terrestre Não Identificado) , desumanos. Além do mais, carro só é carro se for importado, roupa só é roupa se for importada, cultura só é cultura se for estrangeira.

Pobre, Preto e Favela. Futebol, Samba e Ferréz!

“ Quantos ricos estão trocando a jóia do colar, pra combinar com a roupa, tirando o vinho da coleção e colocando na mesa, rindo com o marido, da empregada que não sabe pronunciar as palavras direito, afinal a empregada, assim como o senhor, vem de outra terra, uma terra cheia de cultura e jogada nos porões do americanismo imposto aqui. Nosso povo, Pai, é triste, sem ídolos, sem história, e o pouco que tínhamos os representantes e descendentes portugueses trataram de queimar, queimaram nosso exemplo.”

Essa semana eu presenciei uma situação muito louca. Eu coloquei um blusa vermelha com verde tal; muito bonita, nela estava estampado o símbolo do Comunismo, só que a blusa era da Vide Bula. Contraditório não acha? A princípio achei cômico – pra não perder o bom humor -, mas uma peça de roupa dessa marca custa o olho da cara! Será que a minha amiga lá da favela pode comprar? Não, ela pode!

“ Acabei descobrindo que muita gente rouba pra ter piscina maior, pra ter mais um carro, pra aumentar o depósito bancário, enquanto isso, tem mano preso por tentar roubar uma camisa.
Sabe quem ganha com o crime, Pai? Todo mundo, a começar pelo juiz, depois o delegado, depois os policiais, só quem não ganha é o contraventor, o indivíduo, o meliante.”

...Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte...

Do que adianta ter toda reverência ao cantar o hino, se na hora do vamu ver , neguim que se foda pra lá. Doutor, neguim não é gente não! Afinal, tô pagaaaaaaaaaano PLIN PLIN!

Surtou garota? Você sabe com que está falando?

Chega dessa cegueira!

Vamos dar um basta na desigualdade, seja ela qual for

Clamam a paz sem saber o que ela é

Fazem a guerra.Afinal, mostra todo dia no jornal

As diferenças existem e devem ser respeitadas

Cada ser humano é ÍMPAR

Mas os direitos são iguais

Esse é o grande brilho, que cega muita gente

O sistema não ensina a união e respeito

Para aprender filosofia, tem que pagar!

Os pequenos atos, fazem uma enorme diferença

Gritar pela conscientização da humanidade

Aplaudir quem toma a iniciativa!

Parabéns Ferréz pelo seu trabalho, o sist te odeia mas há quem te ame!

Caro Amigo,

Caso você tenha se interessado pela carta, ela está completa na revista Caros Amigos.

Perdoe a minha ignorância, mas creio que o site não disponibiliza o link.

Então, procure no site da revista http://carosamigos.terra.com.br/ edições anteriores da Caros Amigos > Edição 51 junho de 2001. O tema é o Porquê do Apagão.

Vale a pena conferir!

Abraços

terça-feira, 29 de abril de 2008


A ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser ativo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição.
Nas tirinhas da Mafalda, podemos perceber constantemente esse tipo de '' arte '', ela tem 7 anos de idade, nasceu na Argentina, e mora em Buenos Aires. Odeia sopa e o racismo e se preucupa com a política. E você? o que acha desta tirinha? Representa apenas uma imagem colorida e engraçada, ou tem um grande potencial de crítica para a sociedade? Qual é a sua posição em relação a esse tema? Quero muito conhecer a Mafalda que existe dentro de vc!
Fique a vontade pra comentar e expressar o seu pensar!...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Seja bem vindo! =)

Bom;

Venho nessa primeira postagem, apresentar-me e também explicar o motivo do nome do blog!

Sou Milla Prtz, e através dessa página, vou expressar meus pensamentos, e com a sua ajuda, discutiremos idéias e opiniões.

Talvez vc esteja se perguntando, qual foi o motivo dessa criatura racional, colocar o nome do blog, LOMBRIGAS DA MILLA...Vc considera esse termo pejorativo?
Nós seres humanos precisamos ' pensar ' . Pensar, vai muito além de raciocinar... Pensar na significação etimológica do termo, quer dizer sopesar, pôr na balança para avaliar o peso de alguma coisa, ponderar. Pondo em pratos limpos, pensar é analisar, tirar conclusão de...
Vc apenas prejulgou o título da minha página, ou analisou o motivo dele estar ali ?
Estamos infelizmente habituados a ''comer enlatados'' o que isso quer dizer? (PENSE)...
O que essa expressão representa, é que estamos acostumados a receber tudo pronto, sem produção própria, sem pensamento.Trago então nesse blog, desde o primeiro momento(URL) um desafio para as nossas cabecitas! rs.

- Lombrigas são parasitas que se alojam no intestino.( Algo interno)
- Muitas pessoas têm ou já tiveram.
- Ela come tudo, não perde oportunidade.

Metafóricamente, esse termo pode nos trazer diversas conclusões:

PENSE ! (...)

- Algo que vem de dentro... As lombrigas são meus pensamentos, minhas teses e opiniões.
- Todos nós temos capacidade pensar, basta exercitar...Convite a pensar comigo!
- Ela lê, estuda, adquire conhecimento...
- Um dia meu amigo, ela vai ter que sair, e quando isso acontecer, vai feder!(risos) Pq eu desejo a presença de muitas opiniões e várias confusões de idéias.


Para um bom entendedor, isso basta! LOMBRIGAS DA MILLA.
Para os que amam comida enlatada! PENSAMENTOS DA MILLA.

Desde já, GRATA

Até a próxima ;)